Unha-de-gato

IDENTIFICAÇÃO

Uncaria tomentosa (Willd. DC.) .

Rubiaceae

-

Sinonímia

Espécie

Família

Ref.: (1); (2); (3)

Nome Popular

Unha-de-gato, espera-aí, junpindá

Parte utilizada/órgão vegetal

Cascas.(4,5)

Anti-inflamatório.(6)

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

 

Contraindicado para grávidas e lactantes.(7)

CONTRAINDICAÇÕES

 

Pacientes que serão submetidos a transplantes, devido ao seu efeito imunoestimulante, não devem fazer o uso desse fitoterápico.(8,9)

PRECAUÇÕES DE USO

 

Potencializa a ação de anticoagulantes, aumentando o risco de hemorragias.(9,10)

EFEITOS ADVERSOS

 

Administrar em associação com medicamentos e drogas vegetais, como varfarina, estrógenos, teofilina e gengibre, metabolizados pela via do citocromo P-450, apenas com acompanhamento médico.(11)

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

 

Cápsulas e comprimidos contendo extrato seco. Decocto. Extrato fluido.(12,13)

FORMAS FARMACÊUTICAS

 

Oral. Extrato fluido: de 2,5 a 5 mL, 1 a 2 vezes ao dia.(13) Comprimido contendo 350 mg de extrato seco, duas vezes ao dia.(14) Cápsula (droga vegetal): 300–500 mg, 1 cápsula, 2 a 3 vezes ao dia.(11) Extrato seco (aquoso): 20–35 mg/kg, 1 vez por dia. (12,15) Decocto: 500 mg para 150 mL de água.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA (DOSE E INTERVALO)

 

Utilizar por, no máximo, oito semanas.(14)

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

 

Em caso de administração acima das doses recomendadas, suspender o uso e manter o paciente em observação.

SUPERDOSAGEM

 

PRESCRIÇÃO

Fitoterápico, isento de prescrição médica.

 

Imunomax, Unha de Gato - Herbarium

NOMES COMERCIAIS

Variação de Preço: R$ 36,05 /  R$ 71,69

 

Flavonoides, alcaloides indólicos, triterpenos e saponinas.(16,17)

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA

 

Ensaios com extratos de U. tomentosa possibilitaram demostrar a atividade anti-inflamatória.(6,18) O extrato de U. tomentosa produziu efeito protetor em eritrócitos humanos submetidos a estresse oxidativo.(19)

Ensaios não-clínicos Farmacológicos

Extratos de U. tomentosa não causaram efeitos adversos em eritrócitos humanos.(19) Em estudo realizado com o extrato aquoso da casca do caule de U. tomentosa em ratos concluiu-se que não houve toxicidade aguda, mesmo com o uso de doses eleva- das (> 8 g/kg).(12)

Ensaios não-clínicos Toxicológicos

Ensaios clínicos com dois grupos utilizando o extrato aquoso de U. tomentosa na forma de cápsulas, contendo 20 mg de extrato, com teor de 14,7 mg/g de alcaloides oxindólicos pentacíclicos, livre de alcaloides oxindólicos tetracíclicos para a artrite reumatoide, na fase 1 os pacientes tratados com U. tomentosa apresentaram menos dores articulares em relação ao tratado com placebo (redução de 53,2% versus 24,1%). Além disso, evidenciou-se redução da fragilidade articular, índice Ritchie e duração de rigidez matinal no grupo tratado com U. tomentosa. Na fase 2, nos pacientes que receberam o extrato de U. tomentosa se observou redução da dor e edema articular, do índice Ritchie em relação aos tratados com o placebo. No grupo em que o extrato de U. tomentosa foi utilizado continuadamente, se evidenciou redução da fragilidade articular, índice Ritchie e duração de rigidez matinal, comparando-se a semana inicial de intervenção. No estudo demonstrou-se que o extrato aquoso de U. tomentosa livre de alcaloides oxindólicos tetracíclicos, em combinação com a sulfassalazina ou hidroxicloroquina, provocou efeitos clínicos favoráveis na artrite reumatoide.(20)

Ensaios clínicos Farmacológicos

O extrato aquoso das cascas de U. tomentosa, foi administrado em voluntários na dose de 0,350 g/ kg pelo período de seis semanas consecutivas, sendo que não houve alterações hematológicas, peso corporal, diarreia, constipação, náuseas, cefaleia, edema e dor, sendo observados apenas aumento de glóbulos brancos.(12) No estudo utilizou-se o extrato aquoso de U. tomentosa na dose de 0,350 g/kg (2 vezes/dia), ad- ministrado em humanos durante dois meses. Foi observada melhora da imunidade dos pacientes (elevação de linfócitos e neutrófilos). Durante o experimento não houve sinais clínicos e laboratoriais de toxicidade.(14)

Ensaios clínicos Toxicológicos

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Farmacopeia Brasileira. Memento Fitoterápico, 1° Edição, 2016. Disponível em: http://bit.ly/2LMgjOy

FONTE

1: Della Valle V. Uncaria tomentosa. G Ital Dermatol Venereol. 2017 Dec;152(6):651-657. doi: 10.23736/S0392-0488.17.05712-1. Review. PubMed PMID: 29050447.

 

2: Pereira JB Jr, Dantas KG. Evaluation of inorganic elements in cat's claw teas using ICP OES and GF AAS. Food Chem. 2016 Apr 1;196:331-7. doi: 10.1016/j.foodchem.2015.09.057. Epub 2015 Sep 16. PubMed PMID: 26593498.

 

3: Kośmider A, Czepielewska E, Kuraś M, Gulewicz K, Pietrzak W, Nowak R, Nowicka G. Uncaria tomentosa Leaves Decoction Modulates Differently ROS Production in Cancer and Normal Cells, and Effects Cisplatin Cytotoxicity. Molecules. 2017 Apr 12;22(4). pii: E620. doi: 10.3390/molecules22040620. PubMed PMID: 28417940; PubMed Central PMCID: PMC6154711.

SELEÇÃO DE PUBLICAÇÕES 

 

(1) TROPICOS. Disponível em: http://www.tropicos.org/NameSearch.aspx?name=Uncaria+to mentosa&commonname=>. Acessado em: 06maio 2016

(2) BORS, M.; SICINSKA, P.; MICHALOWICZ, J.; WISTEKA, P.; GULEWICKZ, K.; BOKOWSKA, B. Evaluation of the effect of Uncaria tomentosa extracts on the size and shape of human erythrocytes (in vitro). Environmental toxicology and pharmacology, v. 33, p. 127–134, 2012.

(3) LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais do Brasil: Nativas e Exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, p. 414, 2002.

(4) CUNHA, P.; SILVA, A. P.; ROQUE, O. R. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, p. 624, 2003.

(5) AQUINO, R.; TOMMASI, N. D.; SIMONE, F. D.; PIZZA, C. Triterpenes and quinovic acid glycosides from Uncaria tomentosa. Phytochemistry, v. 45, n. 5, p. 1035-1040, 1997.

(6) AGUILAR, J. L.; ROJAS, P.; MARCELO, A.; PLAZA, A. BAUER, R.; REININGER, E.; KLASS, C. A.; MERFORT, I.; Anti-inflamatory activity of two different extracts of Uncaria tomentosa. Journal of Ethnopharmacology, v. 81, p. 271-276, 2002.

(7) WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health Organization, v. 3, p. 349-358, 2007.

(8) REINHARD, K. H. Uncaria tomentosa (Willd.) D.C.: cat’s claw, una de gato, or saventaro. J Altern Complement Med, v. 5, n. 2, p. 143-151, 1999.

(9) ARGENTO, A.; TIRAFERRI, E.; MARZALONI, M. Oral anticoagulants and me- dicinal plants. An emerging interaction. [Article in Italian] Ann Ital Med Int, v. 15, n. 2, p. 139-143, 2000.

(10) GRUENWALD, J. PDR for Herbal Medicines. 3th ed. Montvale, NJ: Thomson PDR, p. 168-171, 2004.

(11) BUDZINSKI, J. W.; FOSTER, B. C.; VANDENHOEK, S.; ARNASON, J. T. An in vitro evaluation of human cytochrome P450 3A4 inhibition by selected commercial herbal extracts and tinctures. Phytomedicine, v. 7, p. 273-282, 2000.

(12) SHENG, Y.; BRYNGELSSON, C.; PERO, R. W. Enhanced DNA repair, immune function and reduced toxicity of C-MED-100™, a novel aqueous extract from Uncaria tomentosa. Journal of Ethnopharmacology,v. 69, p. 115–126, 2000.

(13) D´IPPOLITO, J. A. C.; ROCHA, L. M.; SILVA, R. F. Fitorerapia Magistral – Um guia prático para a manipulação de fitoterápicos. 1. ed. São Paulo: Anfarmag, 2005. 194 p.

(14) LAMM, S.; SHENG, Y.; PERO, R. W. Persistent response to pneumococcal vaccine in individuals supplemented with a novel water so- luble extract of Uncaria tomentosa, C-Med-100®. Phytomedicine, v. 8, p. 267–274, 2001.

(15) KEPLINGER, K.; LAUS, G.; WURM, M. Uncaria tomentosa (Willd.) DC – ethnomedicinal use and new pharmacological, toxicological and botanical results. Journal of Ethnopharmacology, v. 64, p. 23–34, 1999.

(16) HEITZMAN, M. E.; NETO, C. C.; WINIARZ, E.; VAISBERG, A. J.; HAMMOND, G. B. Ethnobotany, phytochemistry and pharma- cology of Uncaria (Rubiaceae). Phytochemistry, v. 66, p. 5–29, 2005.

(17) LAUS, G.; BROSSNER, D.; KEPLINGER, K. Alkaloids of peruvian Uncaria tomentosa. Phytochemistry, v. 45, n. 4, p. 855-860, 1997.

(18) SANDOVAL, M.; OKUHAMA, N. N.; ZHANG, X. J.; CONDEZO, L. A.; LAO, J.; ANGELES, F. M.; MUSAH, R. A.; BOBROWISK, P.; MILLER, M. J. S. Anti-inflamatory and antio- xidante activities of cat´s claw (Uncaria tomentosa and Uncaria guianensis) are independent of their alkaloid content. Phytomedicine, v. 9, p. 325-337, 2002.

(19) BORS, M.; BUKOWSKA, B.; PILARSKI, R.; GULEWICZ, K.; OSZMIANSKI, J.; MICHALOWICZ, J.; MICHALAK, M.K. Protective activity of the Uncaria tomentosa extracts on human erythrocytes in oxidative stress induced by 2,4-dichlorophenol (2,4-DCP) and catechol. Food and Chemical Toxicology, v. 49, p. 2202– 2211, 2011.

(20) MUR, E.; HARTIG, F.; EIBL, G.; SCHIRMER, M. Randomized double-blind trial of an extract from the pentacyclic alkaloid-chemo- type of Uncaria tomentosa for the treatment of rheu- matoid arthritis. The Journal of Rheumatology, v. 29, p. 678-681, 2002.

Imagem Name Uncaria tomentosa (Willd.) DC. Specimen Croat, Thomas Bernard – 8288. Short Description Flowers. Long Description Flowering vine. Image Kind Photo (general). Bar Code MOA-06745. Copyright  T. Croat. Photographer  T Croat. Fonte: Tropicos. Disponível em: http://bit.ly/2RNPUoY

REFERÊNCIAS

® FitoBula. 2019.

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